top of page
Nursing Newborn_edited.jpg

AMAMENTAÇÃO E AFETIVIDADE

Amamentar vai muito além de nutrir.
É o primeiro diálogo profundo entre mãe e bebê. Um encontro onde o corpo, as emoções e o vínculo começam a se organizar em relação.

É nesse contato que o bebê experimenta o mundo fora do útero de forma segura. O ritmo da sucção, o calor do corpo materno, o olhar, o cheiro e a presença constroem referências emocionais que influenciam a forma como ele se vincula, regula emoções e percebe a vida. Amamentar é também ensinar segurança.

O leite materno é único.
Carrega nutrientes, anticorpos e informações vivas que se adaptam às necessidades do bebê. Mas seu impacto não é apenas físico — ele atravessa o emocional, o neurológico e o relacional, sustentando bases importantes para o desenvolvimento integral nos primeiros meses de vida.

Para a mulher, a amamentação também é um processo de adaptação.
O corpo se reorganiza, a demanda energética aumenta, o cansaço aparece. Por isso, cuidar da mãe é parte essencial desse caminho. Alimentação adequada, hidratação, descanso possível e um ambiente acolhedor fazem diferença real na experiência de amamentar.

Nem sempre é fácil.
Dores, inseguranças, baixa produção de leite e exaustão emocional fazem parte da realidade de muitas mulheres. Ter apoio qualificado pode transformar completamente essa vivência não para impor continuidade, mas para permitir escolhas mais conscientes e sustentadas.

Ofereço acompanhamento para mulheres que desejam apoio na amamentação, respeitando seus limites, sua história e seu momento. O objetivo não é seguir protocolos rígidos, mas construir um caminho possível, humano e alinhado com cada dupla mãe–bebê.

Compartilho essa abordagem também a partir da minha própria experiência. Vivi desafios, exaustão e momentos em que pensei em desistir. O apoio certo e a informação adequada foram fundamentais para atravessar esse período com mais confiança e presença.

Hoje, sigo amamentando por escolha, vínculo e sentido. E quando chegar o momento do desmame, desejo que ele aconteça com respeito, amor e consciência como um ciclo que se encerra sem ruptura, ensinando que finais também podem ser seguros.

Amamentar, assim como maternar, não é sobre perfeição.
É sobre relação, presença e verdade.

bottom of page