Cuidado consciente com início da vida.
MINHA HISTÓRIA
Houve um tempo em que minha vida parecia certa.
Carreira estruturada. Escolhas lógicas. Caminhos aprovados.
Por fora, tudo funcionava.
Por dentro, algo em mim estava em silêncio cansado, distante, pedindo escuta.
Não foi uma crise que me interrompeu.
Foi o esgotamento.
Um chamado para voltar para casa.
Foi ali que iniciei uma jornada de autoconhecimento nada linear e nada confortável.
Atravessei terapias holísticas, vivências espirituais, livros de autoconhecimento e estudos do corpo, da alma e da consciência.
Cada camada retirada me afastava do que eu “fazia” e me aproximava, finalmente, de quem eu estava me tornando.
Nesse caminho, encontrei o pai da minha filha. Juntos, também pelo empreendedorismo, aprendemos sobre criação, risco, entrega, desapegos e verdade, mas absolutamente nada havia preparado meu coração para o chamado mais profundo de todos.
Antes mesmo da concepção, minha filha já existia em mim.
Ela se anunciava em sonhos, símbolos e encontros improváveis.
Até que um gesto simples atravessou tudo.
Ali eu soube.
Não com a mente.
Com o corpo inteiro.
Sophia me chamava.
E eu lembrava de um acordo antigo.
Decidimos conceber.
Não por planejamento.
Mas por alinhamento.
A gestação se revelou um portal.
Quanto mais eu estudava sobre o parto, mais compreendia que não se tratava apenas de um evento físico.
Era espiritual.
Emocional.
Ancestral.
O desejo do parto natural me levou ao humanizado, do humanizado ao domiciliar, do domiciliar ao impensável: o parto autoassistido.
Não foi imprudência. Foi conhecimento, escolhas com coração e confiança construída ao longo do caminho, foi escuta profunda do corpo e da intuição.
Rendição à inteligência da vida.
Na noite em que Sophia nasceu, o tempo deixou de existir.
Em casa, entre velas, aromas, música e silêncio, entrei na partolândia esse estado alterado onde o corpo sabe e faz e a mente não atrapalha quando você confia no processo e esta ali para vivenciar o momento com entrega.
Meu parto durou 2h44.
Íntimo. Sagrado. Sem intervenções.
Apenas nós, nosso cachorro e a vida chegando, a nossa filha, mas o nascimento foi só o começo.
A maternidade real me encontrou sem romantização.
Vieram os desafios emocionais, as dores, as dificuldades na amamentação.
Com apoio, conhecimento e escuta interna, seguimos.
E em meio aos processos percebi que chamado deixou de ser sutil tornou-se claro.
E eu compreendi: a parteria não era uma escolha nova. Era um retorno.
A formação em Ciência do Início da Vida e Origem da Vida, somada à vivência do meu próprio parto e a uma maternidade ressignificada, trouxeram a certeza de que eu poderia auxiliar novos seres a chegarem com amor e respeito, e apoiar mulheres a se reconectarem com seu potencial e sua intuição ganhando confiança e autonomia em suas escolhas.
A maternidade também me conduziu ao estudo dos traumas perinatais, da vinculação e do desmame amoroso.
Ao reconhecer essas marcas em mim e em minha filha, compreendi o quanto muitas dores começam antes da palavra e como bebês e crianças expressam essas experiências por meio de comportamentos desafiadores e de adoecimentos.
Esse entendimento sustenta meu trabalho.
No meu caminho a intuição foi e continua sendo minha maior mestra.
Ela guiou a concepção, o parto, o nome da minha filha.
É essa mesma intuição que hoje sustenta meu campo de trabalho: ajudar mulheres, famílias e bebês a confiarem na sabedoria do corpo, a honrarem seus ciclos e a atravessarem o início da vida com consciência, respeito e amor.
Minha história não é apenas sobre maternidade.
É sobre resgate.
Reconexão.
Coragem de ouvir a alma e caminhar por trilhas não convencionais, na confiança da vida.
Hoje, sou canal. Não trabalho a partir do sacrifício, mas da coerência. O que ofereço ao mundo é a expressão natural dos meus dons em movimento a serviço da vida.
Para que vidas cheguem com dignidade e amor.
Para que mães e pais se reconheçam no processo.
Para que bebês sejam recebidos e ouvidos com amor.
Se algo em você reconhece esse chamado, se sua história pede cuidado, se sua intuição sussurra mais alto do que o medo, eu caminho com você.
E deixo um lembrete.
Não meu, mas do corpo: Ninguém sabe o que é melhor para você além de você mesma.
Sabedoria, Conhecimento e Consciência irão te guiar.
Confie e deixe-se guiar pelo processo, sem se prender ao que vem depois.
Cada momento vivido plenamente é, por si só, um resultado.
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